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Boletim Semanal de Segurança

O que aconteceu em segurança digital esta semana

Edição #006
28 de julho a 2 de agosto de 2026
● nova edição
9 mi
indícios de fraude financeira registrados no Brasil só no 1º semestre de 2026
85%
das fraudes usaram o Pix para movimentar o dinheiro roubado
799 mil
brasileiros caíram em golpe duas vezes ou mais no mesmo semestre

Brasil registra 9 milhões de indícios de fraude no 1º semestre — 78% pelo celular

Dado do semestre

Levantamento da datatech Quod, feito a partir do Registro Unificado de Fraudes (Rufra), contabilizou mais de 9 milhões de indícios de fraude financeira entre janeiro e junho de 2026 — alta de 10,26% sobre o semestre anterior. O celular foi o canal usado em 78% dos casos, as contas correntes aparecem em 94% dos registros e o Pix movimentou o dinheiro em 85% das fraudes. A engenharia social — a manipulação psicológica da vítima — respondeu sozinha por 40% das ocorrências.

Dois detalhes do estudo merecem atenção. Primeiro, o perfil das vítimas derruba o mito de que golpe é coisa de quem não domina tecnologia: metade tem entre 18 e 34 anos. Segundo, a reincidência é altíssima — das 3,1 milhões de pessoas lesadas no semestre, cerca de 799 mil caíram em golpe duas vezes ou mais. Quem já foi vítima entra em listas de "alvos quentes" revendidas entre quadrilhas, e por isso precisa redobrar a atenção, não relaxar.

Agência Brasil — Com novas regras do BC, registros de fraudes crescem 10%

Falsa central bancária ganha novos disfarces: B.O. falso, "conta segura" e até música de espera

Alerta Febraban

A Febraban mapeou as variações mais recentes do golpe da falsa central bancária, e o nível de encenação impressiona. Com spoofing, o número que aparece na tela é idêntico ao do banco. Os criminosos transferem a ligação entre falsos "setores", usam a mesma música de espera das centrais reais e, na versão mais elaborada, enviam um boletim de ocorrência falso alegando que a agência da vítima está sob investigação — e que o dinheiro precisa ir para uma "conta segura" enquanto durar a apuração.

A defesa é lembrar o que banco nenhum faz: não liga pedindo senha, token ou dados pessoais; não pede transferência para "proteger" a conta; não manda instalar aplicativo; não envia motoboy para buscar cartão — e não pressiona por decisão imediata. Recebeu uma ligação assim? Desligue e retorne pelo número no verso do cartão ou pelo app oficial. A mecânica completa está no nosso artigo sobre o golpe do falso suporte bancário.

Consumidor Moderno — Golpe da falsa central bancária ganha novos disfarces

"Golpe fantasma" mira quem paga por aproximação em lugares cheios

Tendência

O pagamento por aproximação entrou de vez na mira dos criminosos em 2026. O chamado "golpe fantasma" combina técnicas físicas e digitais: maquininhas escondidas que fazem cobranças de baixo valor encostadas no bolso ou na bolsa da vítima em locais cheios, terminais adulterados que capturam dados durante a compra, repetição de cobrança com falsa alegação de erro e telas falsas que registram a senha digitada (o "toque fantasma").

A tecnologia NFC em si continua segura — o problema está nas brechas fora do sistema. As defesas práticas: definir limite baixo para pagamentos sem senha, ativar notificação em tempo real de cada transação, conferir o valor no visor antes de aproximar o cartão e revisar o extrato à procura de pequenos débitos repetidos em estabelecimentos desconhecidos — é assim que a fraude costuma aparecer. Na quinta-feira publicamos aqui no blog o guia completo: cartão clonado, o que fazer e como se proteger.

ND Mais — Novo golpe "fantasma" mira cartão por aproximação

WhatsApp aparece em 65% dos golpes virais — e o Pix é o meio de pagamento preferido

Ranking

Análise de golpes que viralizaram entre maio de 2025 e abril de 2026 mostra que o WhatsApp foi o canal de circulação em quase 65% dos casos — de falsas promoções e cupons a correntes de "dinheiro fácil" usando marcas conhecidas. Em cerca de um terço dos esquemas, os criminosos exigiam pagamento exclusivamente via Pix, aproveitando a velocidade e a irreversibilidade prática da transferência.

O padrão se repete: uma mensagem encaminhada por alguém de confiança, uma promessa boa demais, um link para "garantir a vaga" e um Pix de valor baixo — pequeno o bastante para a vítima não desconfiar, grande o bastante para escalar em volume. A regra de ouro continua a mesma: promoção que chega pelo WhatsApp não é promoção, é isca. Verifique sempre no site ou app oficial da marca, digitando o endereço manualmente.

Finsiders Brasil — Pix vira isca de golpistas com alta das fraudes virais
// dica da semana — 5 ajustes no app do banco que fecham a porta do golpe fantasma
Sua senha já apareceu em algum vazamento?

Com 9 milhões de fraudes no semestre, dados vazados são a matéria-prima dos golpes. Verifique no Utilix se sua senha já apareceu em vazamentos conhecidos — a checagem é segura e a senha nunca sai do seu navegador.

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Este boletim é publicado toda segunda-feira com base em notícias e dados verificados de fontes públicas. Os links de referência levam diretamente às fontes originais. Nenhuma informação é patrocinada ou tem relação comercial com as fontes citadas.

Próxima edição: segunda-feira, 10 de agosto de 2026 Ver todos os posts →